As políticas econômicas implementadas pelo governo de Javier Milei na Argentina servirão de inspiração para um possível governo liderado pelo senador brasileiro Flávio Bolsonaro , segundo declaração feita nesta segunda-feira por Daniella Marques, coordenadora econômica de sua campanha e representante do Partido Liberal (PL) .
Durante sua participação em um evento organizado pela revista Exame , Marques se referiu à base de suas propostas no campo econômico e administrativo, afirmando:
“Nos inspiramos nas reformas implementadas pelo governo de Javier Milei na Argentina.”
⚡ Daniella Marques chama Milei de exemplo
Ex-Caixa elogia a reforma que acabou com férias, licença médica e extra.
Na rua o povo corre de gás e cadeira. Direitos com Lula. Bora Lula.
Flávio fala em direitos roubados e a turma aplaude quem tira direito do outro.#SemAnistia… pic.twitter.com/uIb8uFrdpx
— Só Quem é LULA 2026 (@So_Quem_e_Lula) September 15, 2026
O economista — que foi presidente do banco público Caixa Econômica Federal durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022) — surge como possível ministro da Economia em um eventual mandato de Bolsonaro.
Marques anunciou que, caso assuma a presidência, o setor eliminará mais de mil regulamentações associadas à administração de Luiz Inácio Lula da Silva, que, em sua visão, estabelecem novos impostos e entraves operacionais. “Começamos a mapear mais de mil regulamentações, incluindo obrigações acessórias e normas sublegais, com o objetivo de reduzir a burocracia “, afirmou.
'Milei é um ótimo exemplo', diz assessora econômica de Flávio Bolsonaro https://t.co/k78JEQEWPI
— Folha de S.Paulo (@folha) September 14, 2026
Em relação à estratégia para equilibrar as finanças públicas, a assessora indicou que o plano se concentrará no corte de privilégios dentro da estrutura estatal e de benefícios fiscais. Ela garantiu a continuidade dos programas sociais vigentes, incluindo o Bolsa Família , o auxílio mensal para pessoas de baixa renda.
Ele observou que, apesar do alinhamento com o modelo argentino, o objetivo é buscar o diálogo com todas as nações para consolidar o Brasil como uma potência comercial, preservando os compromissos estratégicos na região.
Argentina pierde 33 empresas por día desde la llegada al poder de Javier Milei
En lo que va del Gobierno de Javier Milei, la cantidad de empresas en Argentina se redujo en unas 31.000, principalmente en los sectores comercial, de transporte, inmobiliario e industrial. Aunque… pic.twitter.com/ZZeWrMQd5A
— DW Español (@dw_espanol) September 14, 2026
Essas declarações surgem em meio a um clima de tensões diplomáticas agravadas pela recente viagem de Milei ao Brasil para apoiar a oposição, onde ele proferiu insultos contra o presidente brasileiro, evento que levou Brasília a retirar seu embaixador por tempo indeterminado e limitar sua representação a um encarregado de negócios.
Três semanas antes do primeiro turno das eleições, em 4 de outubro, Lula mantém a liderança nas pesquisas, mas com uma margem cada vez menor . Segundo a pesquisa Quaest, divulgada na segunda-feira, 14 de setembro, o presidente tem 36% contra 31% de Flávio Bolsonaro . Em um possível segundo turno, porém, o cenário se inverte: o senador do PL obteria 42% contra 40% de Lula, uma diferença de dois pontos percentuais que está dentro da margem de erro e configura um empate técnico.

A tendência se repete em outras empresas de pesquisa. A pesquisa do Datafolha , divulgada na sexta-feira, dia 11, apontava Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 35% para o primeiro turno — o partido governista ganhou um ponto percentual na semana, enquanto o candidato da oposição somou dois. Em terceiro lugar ficou o escritor e psiquiatra Augusto Cury, do partido centrista Avante, que chegou a 8% em algumas pesquisas e se apresenta como uma alternativa à polarização entre Lula e Bolsonaro.
Um fato relevante sobre o momento das medições: o trabalho de campo para a pesquisa Datafolha foi concluído antes de se tornar público, na sexta-feira 11, que Flávio Bolsonaro está formalmente sendo investigado no caso do filme “Cavalo Negro” — como a própria Folha alertou —, portanto, nenhum desses números consegue refletir o eventual impacto dessas revelações sobre o eleitorado.
A Argentina depois da reforma trabalhista do Milei:
– Fim das férias
– Fim da licença médica
– Fim das horas extras
– Jornada de trabalho de 12 horas
– Pagamento do salário em comida
– Escala de trabalho 7×7
pic.twitter.com/Q0kD8vITar— Nathalia Azevedo (@nathalia_qga) September 14, 2026
Autor: teleSUR: Sr. – JB