A Whirlpool, multinacional responsável pelas marcas Brastemp e Consul, oficializou nesta semana a transferência integral de sua produção da Argentina, país governado pelo anarcocapitalista Javier Milei, para o Brasil, de Lula. A medida encerra as atividades fabris da unidade de Pilar, na província de Buenos Aires, e consolida o complexo de Rio Claro, no interior de São Paulo, como principal centro manufatureiro do grupo para a América do Sul.

A operação mostra o fracasso da política econômica de Millei, que jogou a Argentina na recessão, desemprego, concentração de renda e aumento da miséria da população.

Millei cortou o reajuste das aposentadorias, aprovou aumento da jornada de trabalho para 12 horas, num modelo aprovado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o senador Flavio Bolsonaro.

Os numeros ruins de Millei serve de alerta para o Brasil:

Desemprego: Subiu para 7,5% no final de 2025, o nível mais alto desde a pandemia de COVID-19. O setor de emprego formal assalariado está em queda, enquanto apenas trabalhos autônomos crescem.

Pobreza e Indigência: Dados do INDEC indicam que a pobreza caiu para 28,2% no segundo semestre de 2025, a menor taxa desde 2018. No entanto, a indigência (extrema pobreza) ainda afeta milhões de pessoas, com cerca de 6,3% da população.

Salários e Consumo: O “salário real” caiu, indicando perda de poder de compra, mesmo com a redução da inflação.

Precarização: A Pesquisa da Dívida Social Argentina da UCA destaca que ter um emprego não garante saída da pobreza, com cerca de 20% dos trabalhadores empregados em situação de pobreza, índice que sobe para 26% entre trabalhadores informais.

Impacto das Reformas: O governo de Javier Milei, desde 2024, implementou medidas de austeridade severas, visando superávit fiscal e queda da inflação, resultando em impacto imediato no consumo e emprego.

Segundo o jornal  Gazeta do Povo, essa decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração da companhia e reforça o peso da operação brasileira na estratégia regional da empresa.