Declaração ocorreu julgamento da liminar do ministro do STF Flávio Dino sobre os ‘penduricalhos’  que criam super salários no Judiciário; procurada, ela não se manifestou.

Durante sustentação oral no Supremo Tribunal Federal nesta quarta-feira (26), a juíza do Trabalho aposentada e advogada Cláudia Márcia de Carvalho Soares afirmou que magistrados enfrentam dificuldades estruturais e financeiras, ao defender o pagamento de chamados “penduricalhos”, adicionais e gratificações que elevam os salários acima do teto constitucional.

Presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), Cláudia argumentou que a magistratura, especialmente no primeiro grau, não dispõe de benefícios básicos que, segundo ela, seriam necessários para o exercício da função.

 

Em sua fala, a advogada mencionou que desembargadores, magistrados que atuam no segundo grau, têm direito a carro, mas afirmou que “mal têm lanches”. Ela também destacou que juízes de primeira instância precisam arcar com despesas do próprio bolso.

“Juiz de primeiro grau não tem carro, paga do seu próprio bolso. O combustível, o carro financiado, enfim. Não tem apartamento funcional, não tem plano de saúde, não tem refeitório, não tem água, não tem café. Nós pagamos”, declarou durante a sessão.

A manifestação ocorreu no contexto de discussões sobre benefícios e adicionais pagos a integrantes do Judiciário, tema que tem gerado debate público sobre o teto constitucional e os auxílios recebidos por magistrados.

A ex-juíza deveria ser informada que TODOS os  brasileiros vão para o trabalho pagando ônibus ou colocando gasolina nas suas motos ou carros, e que pouquíssimas empresas fornecem lanches e outros benefícios. Agora, o cúmulo do absurdo é uma pessoa que ganha R$ 46 mil por mês , e que ainda recebe vantagens chamadas gentilmente de “penduricalhos” que fazem esta remuneração chegar a R$ 113 mil, achar que tem direito de reclamar da vida.

 

Como a internet não perdoa nada, já virou meme: