A AtlasIntel divulgou na quinta-feira (3) uma pesquisa que mostra empate entre a governador Celina Leão (PP) com 30,7% e o professor Leandro Grass (PT), 29% na disputa pelo governo do Distrito Federal nas eleições de 2026. Somado a este resultado, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) confirmou a inelegibilidade do ex-governador José Roberto Arruda (PSD).
Com Arruda fora do páreo as eleições em Brasília podem tomar uma nova dinâmica, uma vez que nos confrontos do segundo turno, Arruda tem ligeira vantagem sobre Celina, porém, o ex-governador perde para o professor Leandro Grass. Veja os números:
Os números da estimulada mostram cenário competitivo em Brasília:
Celina Leão (PP): 30,7%
Leandro Grass (PT): 29%
Arruda (PSD): 14,2%
Paula Belmonte (PSDB): 8,2%
Cappelli (PSB): 5,8%
Kiko Caputo (Novo): 4,3%
Professora Samara Mineiro (UP): 1,3%
Elisson (Agir): 0
Professor Robson (PSTU): 0
Expedito Mendonça (PCO) 0
Rico Pinheiro (PRTB): 0
Branco/Nulo: 2,8%
Não sabe: 3,6%
Segundo turno
Nas simulações de segundo turno, há empate técnico em todos os cenários: Celina Leão tem leve vantagem contra Leandro Grass, Arruda ligeiramente à frente de Celina Leão e Leandro Grass derrotando Arruda fora da margem de erro.
Simulações 2º turno:
Arruda x Celina Leão
Arruda (PSD): 38,7%
Celina Leão (PP): 38%
Branco/Nulo/Não sabe: 23,3%
Celina Leão x Leandro Grass
Celina Leão (PP): 43,6%
Leandro Grass (PT): 41,1%
Branco/Nulo/Não sabe: 15,3%
Arruda x Leandro Grass
Leandro Grass (PT): 38,2%
Arruda (PSD): 34,2%
Branco/Nulo/Não sabe: 27,6%
Entenda a decisão do TRE-DF que torna Arruda inelegível
O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) formou maioria, nesta quinta-feira (3), para rejeitar o registro de candidatura do ex-governador José Roberto Arruda (PSD) ao Governo do Distrito Federal nas eleições de 2026.
O relator do processo, desembargador Guilherme Pupe, foi o primeiro a votar pela inelegibilidade de Arruda. Segundo ele, as condenações por improbidade administrativa relacionadas à Operação Caixa de Pandora impedem, neste momento, que o ex-governador dispute a eleição.
Os desembargadores André Puppin, Leonor Aguena e Asiel Henrique acompanharam o entendimento do relator.
O Ministério Público Eleitoral sustenta que Arruda está inelegível por causa de condenações por improbidade administrativa. O procurador regional eleitoral Francisco Guilherme Vollstedt Bastos apontou sete condenações confirmadas por órgão colegiado do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Segundo ele, seis decisões foram proferidas há menos de oito anos das eleições de 2026.
A Procuradoria entende ainda que as condenações não devem ser consideradas conexas para efeito de contagem do prazo de inelegibilidade e aponta dezembro de 2018 como marco inicial, o que poderia manter Arruda inelegível até dezembro de 2030.
A defesa do ex-governador contesta a interpretação. O advogado Francisco Emerenciano argumenta que as condenações são relacionadas à Operação Caixa de Pandora e devem ser consideradas conexas. Para a defesa, o prazo deveria ser contado a partir da primeira condenação, de 2014, o que deixaria Arruda elegível atualmente.
Mesmo com a decisão do TRE-DF, Arruda poderá recorrer da decisão às instâncias superiores.