A pergunta que não quer se calar, após o ministro André Mendonça, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pôr fogo no Supremo Tribunal Federal é: Se verdade que o banqueiro Daniel Vorcaro pediu ajuda ao ministro Alexandre de Moraes para não ir para prisão, por que ele acabou sendo preso?
Isto que dizer que a conversa com Moraes não ajudou, ou ela não aconteceu?
Por que a “denúncia/provocação” do ministro André Mendonça à Polícia Federal surge no mesmo dia em que o COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf)) divulgou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu R$ 65 milhões, e não R$ 61 milhões do Banco Master?
Segundo o Coaf, o banqueiro Vorcaro repassou US$ 1,6 mi a mais que o admitido por Flávio Bolsonaro em 16 de setembro de 2025.
Por que André Mendonça abriu o sigilo desta suposta conversa de Vocardo com o ministro Moraes e até agora ainda não abriu todo o sigilo do caso Dark Horse/Flávio Bolsonaro?
Por que o ministro Mendonça quebrou o sigilo de Fábio Luis, o “Lulinha” e ainda não quebrou o sigilo de Flávio Bolsonaro?
E finalmente, por que Mendonça passou por cima dos ritos próprios do STF e entregou pessoalmente à Polícia Federal um despacho impresso para apurar o destinatário ou o conteúdo de uma mensagem atribuída ao empresário Daniel Vorcaro a Moraes?
São questionamentos que precisam ser levados ao debate no STF e na imprensa corporativa, pois não pode ser coincidência que no mesmo dia em que se descobre que Flávio escondeu mais uma parcela de R$ 8 milhões do banqueiro para o filme Dark Horse e para a conspiração de Eduardo Bolsonaro nos EUA contra o Brasil, o grande escândalo é que Vorcaro perguntou a Moraes se deveria fugir do Brasil. O fato é que ele acabou sendo preso, o que comprova que Moraes não deve agiu para protegê-lo.
Moraes não fez a “proteção” que está sendo feita ao “filho 01” por parte do minstro indicado pelo pai ao STF, pois ao não investigarem a fortuna repassada por Vorcaro para Flávio, o presidenciável do PL fica livre, leve e solto para continuar delinquindo contra a democracia brasileira.
Se o ministro Dias Tóffoli se declarou suspeito de ficar à frente das investigações do Master por sua proximidade com o instigado, que dirá do ministro André Mendonça que não vai à fundo, como relator do caso Master, sobre as ligações do banqueiro preso com o presidenciável do PL?
Agora, além de não investigar o Flávio, abrem fogo contra Moraes. É preciso iniciar imediatamente a investigação sobre toda a transação de Vorcaro com Flávio Bolsonaro. É um escândalo não abrir o inquérito. É necessário investigar os R$ 61 milhões que foram repassados para o fundo Havengate, dos Estados Unidos e agora, mais os R$ 8 milhões que vieram à tona hoje com o relatório do Coaf. Jogar todos ao holofotes para Alexandre de Moraes, mesmo que Vorcaro tenha sido preso, e continuar sentado em cima do inquérito de Flávio é puro diversionismo.
Com informações do UOL, HP, DCM e Fórum