Combustível teve queda acumulada no período de 4,5%
O preço do óleo diesel no país acumula queda de 4,5% em cinco semanas segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A queda coincide com o início da intervenção do governo Lula de barrar a especulação com o preço do produto, após a agressão dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que fez o preço do barril de petróleo disparar. O diesel é fundamental para o transporte de caminhão, logo de alimentos que chegam à mesa dos brasileiros, além do transporte de passageiros.
Em abril, o presidente Lula aprovou a subvenção a produtores e importadores de diesel para conter a alta de preço. Com a medida, o diesel produzido no país pode receber até R$ 1,12/litro de subsídio e o importado, até R$ 1,52/litro, condicionado ao repasse do desconto aos consumidores. Além disso, o governo zerou as alíquotas dos tributos federais PIS e Cofins, que incidem sobre o óleo.
Soma-se a essas ações, o esforço da Petrobrás em aumentar os investimentos nas refinarias, ampliando a produção de diesel – o Brasil ainda é dependente da importação de cerca de 30% de diesel – para fazer frente a alta do preço que ainda está 18,9% acima do período antes do início dos ataques ao Irã no final de fevereiro.
De acordo com mapa da ANP, conforme a Agência Brasil, no primeiro dia da agressão ao Irã, o diesel era vendido, em média, a R$ 6,09, atingindo o pico de R$ 7,58, em média, em 11 de abril. Na semana 3 a 9 de maio o preço medio do litro de revenda do diesel S10 estava em R$ 7,24.
O diesel S500, no mesmo período de cinco semanas, caiu de R$ 7,45 o litro para R$ 7,05, recuo de 5,37%. Antes da guerra, o aumento está em 17%.
O governo Lula também determinou o monitoramente e fiscalização sobre os preços dos combustíveis.