O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos -RJ) depôs na sede da PF do Rio de Janeiro, um dia após operação de busca e apreensão em sua residência, no seu gabinete na Câmara de Vereadores e na residência de seu pai, Jair Bolsonaro, em Angra dos Reis.
Investigado no esquema da “Abin Paralela”, Carluxo, ficou menos de 1 hora na superintendência. Ele chegou em um carro com janelas cobertas por películas às 9h50 e saiu no mesmo veículo às 10h45.
Para a próxima terça-feira (6), será a vez do general da reserva Augusto Heleno ser ouvido. A Polícia Federal convocou Heleno para prestar depoimento em Brasília, dentro das investigações sobre o suposto uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para atividades de espionagem ilegal de adversários políticos do governo de Jair Bolsonaro (2019-2022). A informação foi divulgada antecipadamente pela GloboNews.
Augusto Heleno, que serviu na ditadura (1964-1985) como ajudante de ordens do general Frota, que era da linha dura do regime, foi ministro do GSI durante todo o governo de Jair Bolsonaro (PL). Segundo o jornal, a investigação tem como objetivo esclarecer se o general da reserva tinha ciência das supostas irregularidades cometidas por Alexandre Ramagem na Abin e identificar os destinatários dos produtos e relatórios resultantes dessas atividades.
Conforme informações obtidas pela GloboNews junto à Polícia Federal, o inquérito, ainda sob sigilo, apresenta indicativos que sugerem não apenas a ciência do general Heleno em relação a essas ações ilegais de espionagem, mas também uma possível promoção ou estímulo por parte dele.
.@CesarTralli: ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante todo o governo Bolsonaro, general Augusto Heleno será convocado para depor no inquérito que apura um suposto esquema de espionagem clandestina dentro da Agência Brasileira de Inteligência, a mando do… pic.twitter.com/cBl8gMGam6
— GloboNews (@GloboNews) January 30, 2024
Com informações da GloboNews