As convenções partidárias, etapa em que os partidos oficializam os candidatos que disputarão as eleições de 2026, poderão ser realizadas até quarta-feira (5). A fase seguinte será marcada pelo registro das candidaturas, pelo início da campanha e pela preparação da Justiça Eleitoral para a votação de outubro. Neste ano, os brasileiros irão às urnas em 4 de outubro para eleger presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Caso haja necessidade de segundo turno para presidente e governadores, a votação será realizada em 25 de outubro.

Presidente – Entre os nomes já confirmados na corrida ao Palácio do Planalto estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tentará a reeleição; o senador Flávio Bolsonaro (PL); o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD); o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); o empresário Renan Santos (Missão); o economista Edmilson Costa (PCB); a dentista Samara Martins (UP); o presidente do PCO, Rui Costa Pimenta; o professor Hertz Dias (PSTU); e o advogado Leonardo Avalanche (PRTB).

Governador – Para os governos estaduais, levantamentos iniciais apontavam pelo menos 51 nomes homologados. Em Goiás já foram lançadas as candidaturas do ex-deputado Luis Cesar Bueno (PT) e do senador Wilder Morais (PL). Hoje às 14h, na Assembleia Legislativa de Goiás, o PSDB deve oficializar a candidatura de Marconi Perillo ao governo do Estado. Às 18hs, o MDB oficializa a candidatura de Daniel Vilela à reeleição.

Tanto Marconi, quanto Daniel ainda não definiram os candidatos a vice. A expectativa no PSDB é que o ex-deputado Jalles Fontoura seja o vice de Marconi, e no MDB, que o ex-senador Luiz do Carmo seja o vice de Daniel. No PL Wilder Morais definiu a advogada Ana Paula Rezende (PL) na vice, no PT, Luis Cesar Bueno tem como vice o advogado Carlos Mundim (PDT).

Coligações – A chapa de Daniel Vilela deve ser composta por 12 partidos: MDB, PSD, União Brasil/PP, Podemos, PRD/Solidariedade, Republicanos, Avante, Mobiliza, Agir e Republicanos e deve ter o apoio de 227 prefeitos e de cerca de 30 deputados estaduais. A segunda maior coligação é de Luis Cesar Bueno, com 7 partidos: PT, PC do B, PSB, PV, Rede e PSOL. A chapa petista tem três deputados estaduais, dois federais e três prefeitos na base de apoio. Marconi vai disputar pela quinta vez o governo do Estado em aliança com três partidos: PSDB, Cidadania e DC, contando com três deputados estaduais na Assembleia Legislativa e dois deputados federais. Wilder Morais tem respaldo de dois partidos: PL e Novo. A base de apoio tem três deputados estaduais e três deputados federais, além do prefeito de Anápolis.

Registro e início da campanha

Mesmo após o encerramento das convenções, o processo de oficialização dos candidatos ainda não estará concluído. Partidos, federações e coligações têm até as 19h do dia 15 de agosto para apresentar os pedidos de registro à Justiça Eleitoral. Nessa etapa, serão analisados os requisitos legais, a documentação apresentada e as condições de elegibilidade.

No dia seguinte, 16 de agosto, começa a propaganda eleitoral. A partir dessa data, os candidatos poderão pedir votos de forma explícita e promover campanhas nas ruas e na internet, respeitando as regras estabelecidas pela Lei das Eleições e pelas resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Horário eleitoral e restrições

O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão terá início em 28 de agosto e seguirá até 1º de outubro, período reservado à divulgação das propostas dos candidatos no primeiro turno.

Também neste mês entram em vigor restrições para emissoras de rádio e televisão. A partir de 6 de agosto, a legislação proíbe, entre outras práticas, a veiculação de propaganda política fora dos espaços previstos em lei, o tratamento privilegiado a candidatos, partidos, federações ou coligações e a divulgação de conteúdos que possam influenciar indevidamente o eleitorado.