Depois de entregar a mineradora Serra Verde aos Estados Unidos, Caiado quer deixar empresas de mineração acabar a Chapada dos Veadeiros para minerar terras raras

O projeto foi alvo de matéria da Folha de S. Paulo, que revela que Caiado iniciou discussões para revisar regras ambientais da APA de Pouso Alto, área que protege a Chapada dos Veadeiros. O objetivo é liberar a mineração das chamadas terras raras. Segundo a a Folha de S. Paulo, há mais de 130 projetos ligados a minerais críticos, como terras raras e manganês. A revisão do plano de manejo prevê debate sobre compatibilizar mineração e preservação ambiental.

Sindicalistas dizem que o buraco é ainda maior, e informam que um levantamento revela que já existem 496 processos minerários registrados na Agência Nacional de Mineração (ANM) mirando a APA. Eles somam impressionantes 527 mil hectares — uma área três vezes maior que a cidade de São Paulo.

A Área de Proteção Ambiental (APA) de Pouso Alto, é composta por seis municípios goianos: Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante, Colinas do Sul, Nova Roma, São João d’Aliança e Teresina de Goiás. Criada em 2001, a unidade abrange cerca de 872.000 hectares visando o desenvolvimento sustentável Especialistas e ambientalistas criticam a proposta e apontam risco à biodiversidade e às comunidades locais. O governo afirma que as mudanças serão debatidas com moradores e órgãos de controle ambiental.

Projetos de mineração na Chapada dos Veadeiros – Infográfico: Folha de S. Paulo (reprodução)

Prejuízo à biodiversidade

E specialistas e organizações como o Observatório do Clima alertam que alterar as regras de proteção para beneficiar a mineração configura um “verdadeiro crime ambiental”. Eles apontam que a exploração afetaria o coração do ecoturismo goiano e territórios tradicionais, incluindo cidades como Alto Paraíso, Cavalcante, o distrito de São Jorge e as comunidades quilombolas Kalunga. De acordo com a entidade de proteção ambiental o discurso do ex-governador Ronado Caiado era de que está apenas “atualizando” o plano de manejo (que é de 2016) e discutindo com a população a possibilidade de atrair royalties. Por outro lado,

 

Semad defende projeto
A Folha conversou com a secretária de Meio Ambiente (Semad), Andréa Vulcanis, que disse que “não se trata de flexibilizar, mas de discutir com a comunidade se o exercído da atividade na rgião é interessante ou não”. Ainda de acordo com Vulcanis, a Semad “tem feito a gestão do território pautada no diálogo com os moradores e pelo entendimento de que decisões tem que ser tomadas coletivamente”.
De acordo com Andreia Vulcanis esta revisão ocorre em três etapas, começando por oficinas com os moradors e uma segunda, que já está em andamento, que compreende reuniões com conselheiros, onde os moradores apresentam sugestões ao projeto.
A terceira e última etapa, será uma reunião devolutiva, em cada município da APA