O número de mortos confirmados no Nepal subiu para 157 após uma enchente devastadora atingir a região da fronteira com a China nesta quarta-feira (26). Além disso, pelo menos 579 pessoas seguem desaparecidas. O balanço foi divulgado pela polícia nepalesa.

O Conselho de Turismo do Nepal informou que estão desaparecidos 384 viajantes que visitavam o país, sendo 341 estrangeiros de 28 países diferentes; 133 pessoas desaparecidas são oriundas da Índia, 54, dos Estados Unidos e 33, do Reino Unido.

A China confirmou que, na região do Tibete, são três mortos e 265 desaparecidos.

 

Uma violenta avalanche de lama e escombros rompeu a margem de um rio, soterrando construções e arrastando veículos e casas. Imagens divulgadas pela polícia nepalesa mostram a força da água no distrito de Rasuwa, onde pessoas tentavam fugir da correnteza, que destruiu boa parte das estruturas construídas às margens do rio.

Em Nuwakot, uma das localidades afetadas, o professor Suman Chalise relatou ter visto a correnteza levar caminhões, casas e pessoas.

“Vi quando as águas arrastaram oito ou nove caminhões, além de casas e pessoas”, contou à AFP. “Foi absolutamente desolador. Fui testemunha de uma devastação de uma magnitude que nunca tinha visto nada igual.”

As autoridades nepalesas ainda avaliam a extensão dos danos. Equipes de emergência realizam buscas por sobreviventes e desaparecidos, enquanto moradores próximos às margens dos rios foram orientados a deixar as áreas de risco.

A imprensa estatal chinesa também informou que um deslizamento de terra na região de fronteira, no lado do Nepal, provocou “muitas vítimas” e deixou pessoas desaparecidas na região de Gyirong, no Tibete.

O presidente da China, Xi Jinping, determinou uma operação de resgate em larga escala. Segundo a emissora estatal CCTV, ele afirmou que a prioridade é localizar e retirar os desaparecidos, atender os feridos e reduzir o número de vítimas.

As inundações e os deslizamentos de terra são recorrentes durante a temporada de monções no Nepal e em outras regiões do sul da Ásia. Cientistas apontam que as mudanças climáticas contribuem para o aumento da intensidade e da frequência de eventos extremos.

BdF