O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-RJ) tem muito a explicar. Muitos aliados políticos tem sido presos por ligações com o crime organizado.
Nesta segunda feira (9/3) a Polícia Federal prendeu o ex-Secretário Estadual de Esportes do Rio de Janeiro, Alessandro Pitombeira Carracena, durante a Operação Anomalia, que é mais uma das fases das investigações que apuram um núcleo criminoso que atuava na negociação de vantagens indevidas e na venda de influência para favorecer os interesses do Comando Vermelho.
Carracena foi indicado ao cargo no governo de Cláudio Castro (PL-RJ) pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A indicação, feita em 2023. A mesma operação também prendeu o delegado federal Fabrizio José Romano. Segundo os investigadores, o grupo teria estruturado uma associação criminosa que intermediava favores, pagamentos em dinheiro e acesso a informações privilegiadas dentro do aparelho de Estado.
Carracena e advogados atuariam como intermediários para negociar benefícios ilegais destinados ao delegado da Polícia Federal em troca de informações internas e influência institucional.

Estes não foram os únicos agentes públicos presos no governo de Claudio Castro, que também tem relação com o senador Flávio Bolsonaro, é preciso lembrar as prisões dos deputados TH Joias (MDB) e o presidente da Alerj, Rodrigo Barcelar (União Brasil).
O presidente da Alerj. Rodrigo Barcelar, era o pré-candidato ao governo do Rio, com apoio de Flávio e de Claudio Castro, até que sua casa caiu, quando ele foi preso e depois indiciado pela PF em fevereiro de 2026 por suspeita de vazamento de informações sigilosas para membros do Comando Vermelho. TH Jóias foi preso sob a acusação de ser um dos chefes do Comando Vermelho. Segundo as investigações, ele utilizava seu mandato para favorecer a facção, lavando dinheiro do tráfico através de suas empresas e intermediando a compra de armas e fuzis.
Não custa lembrar que José Carlos Simonin,, subsecretário da Secretaria de Desenvolvimento e Direitos Humanos do governo de Claudio Mastro, foi exonerado na terça-feira (3). Ele é pai de Vitor Hugo Oliveira Simonin (18), um dos envolvidos no estupro coletivo contra uma jovem de 17 anos em Copacabana.
E não para por aí. Tanto Flávio, quanto, Claudio, têm ligações com elementos do Banco Master.
Dinheiro do RioPrev jogado pela janela

O governo do Rio de Janeiro, sob a gestão de Cláudio Castro, investiu cerca de R$ 1 bilhão do fundo de previdência dos servidores (Rio Previdência) no Banco Master. A operação, que ocorreu apesar de alertas do Tribunal de Contas do Estado, está sob investigação da Polícia Federal, com foco em possíveis irregularidades e no risco para a aposentadoria dos servidores. No dia 23 de janeiro a Polícia Federal fez a operação Barco de Papel, destinada a cumprir mandados de busca e apreensão de funcionários da alta cúpula do RioPrevidência, nomeados por Cláudio Castro (PL). A operação foi realizada nos bairros Urca e Botafogo, zona sul carioca, para investigar a aplicação de R$ 960 milhões no Banco Master em um investimento de alto risco. Entre os investigados estão o presidente Deivis Marcon Antunes, o diretor de Investimentos Eucherio Lerner Rodrigues e o gerente de investimentos Pedro Pinheiro Guerra Leal.
Noutra fase da operação, no dia 11 de fevereiro, uma mala com dinheiro em espécie foi arremessada pela janela de um apartamento em Balneário Camboriú, no litoral norte de Santa Catarina, Foram R$ 429 mil jogados do 30º andar.
A ação dos agentes faz parte da terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga crimes contra o sistema financeiro envolvendo a gestão de recursos do Rioprevidência, fundo de previdência dos servidores estaduais do Rio de Janeiro.

Lauro Jardim denuncia Flávio Bolsonaro
Colunista do Jornal O Globo, que foi ameaçado de ter os dentes quebrados, por ordem do banqueiro Daniel Vorcaro, Lauro Jardim escapou deste espancamento pela prisão do ex-banqueiro pela PF e pelo suicídio de “Sicário”, capanga de Vorcaro. Em uma de suas colunas colunas mais recentes, Lauro Jardim enfatizou as ligações do senador Flávio Bolsonaro com o “Careca do INSS” e outras falcatruas.

Veja abaixo a íntegra da coluna:
“Não é só Letícia Caetano dos Reis, administradora do escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro, que entrou na mira da CPMI do INSS. Pré-candidato ao Planalto, o Zero Um (Flávio Bolsonaro) também virou alvo de um requerimento que pede sua convocação para depor ao colegiado. Segundo o documento, que deve ser protocolado ainda nesta segunda-feira, a comissão deve apurar uma possível conexão entre Flávio e o núcleo liderado por Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, um dos principais operadores do esquema de desvios de aposentadorias e pensões. Isso porque a administradora de seu escritório é irmã do contador Alexandre Caetano dos Reis, suspeito de ser sócio do Careca do INSS em uma offshore.”
E a pergunta que fica é: até quando o eleitor do Rio de Janeiro (e do Brasil) vão continuar votando em políticos que falam em moral, família, tradição e religião, mas tem ao seu redor, o pior que há na sociedade?
Fotos: reprodução, redes sociais