Geraldo Alckmin, vice-governadora eleita do Ceará, Gabriella Aguiar (PSD), ex-governador de Goiás, José Eliton, Beatriz Cardoso, o ex-comandante da Rota, Mario Alves, Simone, Marina, entre outros, defenderam a união para salvar o país do retrocesso com Flávio Bolsonaro
O Ato de Frente Ampla pela Democracia e Soberania, realizado pelos Direitos Já!, na noite desta quinta-feira (22), reuniu lideranças de direita, centro e esquerda na luta contra o bolsonarismo e pela reeleição do presidente Lula.
O evento contou com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), e das ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).

Familiares do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do ex-governador de São Paulo Mário Covas, ambas lideranças históricas do PSDB, participaram do evento.
Também estiveram no ato lideranças do PSD e União Brasil, além de outras de partidos que participam do governo Lula.
GERALDO ALCKMIN
O ex-governador de São Paulo e vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, denunciou que, no governo Bolsonaro, “quando a Polícia Federal chegava perto do filho do papai, ‘demite o delegado-geral da PF, não pode investigar’. Quatro delegados-gerais da PF foram demitidos”.
“O governo Lula é republicano. A lei é para todos, ninguém está acima da lei”, comparou.

“O Banco Master nasceu e cresceu no governo Bolsonaro, R$ 60 bilhões de roubo e corrupção. No governo do presidente Lula, o Master foi fechado e o Daniel Vorcaro está preso”, continuou.
UNIÃO CONTRA O BOLSONARISMO
O filho do ex-governador Mário Covas e ex-vereador de São Paulo, Mário Covas Neto, fez um discurso direcionado aos filiados e militantes do PSDB ressaltando que hoje a situação é “absolutamente distinta” do período em que PT e PSDB disputavam a Presidência da República.
“Hoje não está em jogo quem será o governo pelos próximos quatro anos. O que está em jogo é a democracia. Flávio Bolsonaro é filho de alguém que tentou dar um golpe”, assinalou.

A filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Beatriz Cardoso, que é doutora em Educação pela USP e diretora-executiva da ONG Laboratório de Educação, também defendeu a democracia no evento dos Direitos Já!.
A ex-vice-prefeita de São Paulo na gestão de Gilberto Kassab, Alda Marco Antônio, disse que “não tem conversa, ou é o arbítrio, ou é a liberdade. Ou é a democracia, ou a ditadura da milícia. Votar 13 vai nos levar à democracia que queremos”. Alda também é vice-presidente nacional do PSD e coordenadora do PSD Mulher.
A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) disse que os democratas se uniram no evento “para que a gente possa continuar discordando. Vocês sabem que eu tenho uma visão de mundo mais ao centro, mas para continuar sonhando e continuar enfrentando os problemas do Brasil, não há nenhum caminho no próximo domingo que não seja eleger Lula presidente e Geraldo Alckmin vice-presidente”.
Para o ex-governador de Goiás pelo PSDB, José Eliton, “é preciso afastar eventuais divergências” para defender a soberania do Brasil. “Um país não se desenvolve e não cresce com subserviência a outra nação. Lula e Alckmin são garantia de independência do Brasil. É preciso afastar eventuais divergências”, afirmou.

O deputado Fausto Pinato (União Brasil) defendeu a eleição de Lula por um “sentimento de responsabilidade com as instituições”. “Nunca vou ser de esquerda. Minha escola é José Serra, Geraldo Alckmin, Mário Covas e Fernando Henrique. Mas, hoje, o sentimento é o mesmo que eles tiveram na época das ‘Diretas Já’”, continuou.
“O que nos une aqui é a defesa da democracia, da soberania nacional e do futuro dos nossos filhos. Já fomos colônia e não queremos mais ser colônia”.
A vice-governadora eleita do Ceará, Gabriella Aguiar (PSD), contou que é “testemunha viva” da transformação produzida por Lula no Ceará e é “defensora da democracia e da soberania”.
A jurista Flávia Piovesan, que foi secretária de Direitos Humanos no governo de Michel Temer (MDB), disse que as eleições serão “decisivas para a defesa da democracia, do Estado de Direito e da integridade da Constituição”.
Um dos primeiros a falar, o coronel Mario Alves, ex-comandante da Rota, contou que teve que se aposentar e se afastar do cargo pelas pressões que sofreu sob o governo de Bolsonaro e pelas perseguições contra si diante das suas críticas, “na época da pandemia”. Ele se anunciou como adepto da macumba, recebendo aplausos. “Axé para quem é da macumba e quem não é”.
Revelou-se também muçulmano. “Puxa! Um macumbeiro-muçulmano? Também sou muçulmano”, disse. “Nós precisamos de Lula lá, porque é ele quem olha para nós”, afirmou. E finalizou clamando: “Palestina Livre!”.
A irmá de Carla Zambelli, professora de Direito Paula Zambelli Salgado, que declarou voto em Lula no segundo turno recentemente, também estava presente no ato. “Eu sou uma Zambelli que vota 13″ “Pro nosso país continuar democrático, soberano e respeitador de todas as formas de existência”, declarou em uma postagem nas redes sociais.
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