Pesquisa do Instituto Agam e da Universidade Hebraica de Jerusalém apontou que 92% dos israelenses acreditam que o Irã saiu vitorioso do conflito.

A pesquisa, realizada entre 17 e 20 de junho, mostra que esse sentimento de derrota atinge 93,1% dos eleitores da coalizão governista liderada por Netanyahu, pelo Ministro da Segurança Nacional Itamar Ben Gvir e pelo Ministro das Finanças Bezalel Smotrich.

Apenas uma minoria concorda com a narrativa de vitória do governo. A percepção da população de Israel sobre o resultado da guerra é amplamente negativa::

Insatisfação com o Acordo: A grande maioria avaliou de forma negativa o acordo mediado pelos Estados Unidos com o Irã, gerando insatisfação dos israelenses com o presidente norte-americano Donald Trump.

Desconfiança Estatal: Mais de 70% dos entrevistados disseram não acreditar nas declarações do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu sobre os resultados da guerra.

Ceticismo Transversal: Até mesmo entre os eleitores de direita, a avaliação de que o Irã venceu alcança 93,1%

O levantamento mostra que 86% dos entrevistados mantêm uma atitude negativa em relação aos termos do Memorando de Entendimento assinado na semana passada pelos Estados Unidos e pelo Irã, enquanto 83% acreditam que a campanha de seis semanas contra o território iraniano enfraqueceu a segurança de Israel a longo prazo.

Sobre a guerra contra o Líbano, a amostra revela que 48,2% dos israelenses desejam retomar uma grande ação militar contra o Hezbollah, incluindo bombardeios em Beirute, uma medida publicamente rejeitada por Trump. 20,9% se opõem à retomada dos combates e 30,9% estão indecisos

 

Netanhyahu na berlinda

A pesquisa mostra desgaste de Benjamin Netanyahu junto à opinião pública. Segundo a pesquisa, a gestão do primeiro-ministro israelense em relação à guerra foi classificada como “fracasso” ou “ruim” por mais de 56% dos entrevistados, em comparação com 26,5% que a consideraram “boa” ou “excelente”. Esse cenário levou a uma queda no apoio político ao primeiro-ministro, de 40,5% no início de março para 29,4% em junho, comprometendo suas chances de permanecer no cargo até as eleições parlamentares previstas para o outubro.

 

Com informações do Opera Mundi  e Times of Israel – Fotos: Reprodução/White House; Reprodução/X/@tr_khamenei_ir; e Reprodução/X/@netanyahu