Em operação defagrada na quarta-feira (12/11) a Polícia Federal (PF) apreendeu R$ 2,1 milhões em imóvel pertencente ao ex-prefeito de Limeira (SP), Mario Botion, que é assessor do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).
A ação contra Botion, que é Diretor de Convênios, da Secretaria de Governo, que é dirigida por Gilberto Kassab (PSD), integrou a operação Coffee Break, conduzida pela PF em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo
A operação teve como foco irregularidades em contratos de fornecimento de material didático para prefeituras. Em Limeira, onde Botion exerceu dois mandatos como prefeito até o fim do ano passado, os agentes localizaram R$ 2,1 milhão em espécie em um dos imóveis vistoriados.
Durante a ação, foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva, expedidos pela 1ª Vara Federal de Campinas (SP), nos estados de São Paulo, Distrito Federal e Paraná.
Policiais também foram à sede da empresa Life Educacional, em Piracicaba (SP). A empresa foi a vencedora da licitação que forneceu os kits de robótica para Limeira, em um contrato de 2023, na gestão do ex-prefeito. Atualmente há uma CPI na Câmara Municipal que investiga o contrato com suspeita de superfaturamento.
Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e organização criminosa.

PEC da Bandidagem 2
Botion foi indicado para o cargo de Diretor de Convênios em 31 de julho deste ano pela Secretaria de Governo, comandada pelo presudente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Ele responde atualmente a duas ações de improbidade administrativa na Justiça paulista, ainda sem decisão final.
A Polícia Federal, que seria “emparedada” por Tarcísio e seu grupo caso obtivessem sucesso com o famigerado PL, detalhou os possíveis delitos cometidos pelo assessor do governo de São Paulo em comunicado oficial destinado à imprensa:
“Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e organização criminosa”.
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Mário Botion pediu demissão nesta quarta-feira (12) após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) contra fraudes em licitações de prefeituras paulistas.
Em nota, a Secretaria de Governo de São Paulo informou que Botion foi exonerado a pedido, logo após a operação. A pasta ressaltou que ele “não responde por nenhuma atividade estratégica” da gestão estadual.
Com agências