Ipec mostra população das periferias voltando a apoiar Lula, e Datafolha registra recuperação da popularidade do PT

Um cruzamento de dados da pesquisa Ipec divulgada na semana passada aponta que  os eleitores mais pobres, com renda familiar mensal de até um salário mínimo, e os que moram nas periferias de grandes centros urbanos tendem a migrar o voto de Jair Bolsonaro (PL) para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no pleito presidencial de 2022. Segundo o Ipec, 55% dos eleitores dizem que não irão repetir o voto em Jair Bolsonaro, inclusive votando em branco ou nulo. Outros 45% dizem que devem repetir o voto no atual ocupante do Palácio do Planalto. Entre os eleitores de Bolsonaro, 22% dizem que votariam em Lula, caso a eleição fosse realizada hoje.

De acordo com o jornal O Globo, o levantamento destaca que “o  percentual que migra para Lula sobe para 32% entre os mais pobres, considerando os eleitores que já declaram agora intenção de votar em algum candidato, em branco ou nulo”.Entre os eleitores das periferias , 37% dos que votaram em Bolsonaro em 2018 apontam que deverão votar em Lula em 2022.

PT tem 28% de aprovação 

Partido dos Trabalhadores é o partido com o qual os brasileiros mais se identificam, segundo a última pesquisa Datafolha, divulgada no domingo (29), aponta que o PT é o partido político com o qual os brasileiros mais se identificam, capaz de reconstruir o país, recuperar a economia, enfrentar o desemprego e combater a fome.

De acordo com o levantamento, o PT alcança 28% da população, mostrando a força do partido, alvo do maior ataque político, judicial e midiático da história do país, atingido por uma golpe de Estado e pela operação Lava Jato contra sua principal liderança, o ex-presidente Lula.

A pesquisa mostra a evolução da identificação partidária da população com o PT, que vem crescendo desde abril de 2019, quando 14% dos brasileiros se identificavam com a legenda. Em julho do mesmo ano, o índice subiu para 17% e permaneceu estável em agosto.

 

Em julho de 2021, segundo a pesquisa, 22% da população já afirmava sua identificação com a legenda, crescendo desde então até alcançar 28% em dezembro, alinhando-se aos dados que apontam a liderança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida presidencial para as eleições de 2002.

A pesquisa confirma o papel o papel do ex-presidente Lula ao cenário político, desde a comprovação definitiva de sua inocência, e também o acerto da política de comunicação implementada pelo partido, que fortaleceu suas redes de conexão com a estrutura do partido e com a sociedade.

A divulgação da pesquisa atiçou a reação do bolsonarismo que passou imediatamente a atacar Lula e o Partido dos Trabalhadores com uma enxurrada de fake news requentadas e investidas criminosas contra o site oficial do PT e suas redes sociais.