O aumento do ICMS foi aprovado com oito votos contrários, dos deputados de oposição e 16 à favor dos deputados governistas. Com a aprovação o ICMS do diesel e do biodiesel ficou mais caro R$ 1,17 por litro, já o botijão do gás de cozinha recebeu aumento de R$ 1,47 por quilograma para o gás liquefeito de petróleo (GLP), incluindo o derivado de gás natural (GLGN); enquanto a gasolina e o etanol ficaram mais caros R$ 1,57 por litro.

Oito deputados da oposição votaram contra: Antonio Gomde, Bia de Lima e Mauro Rubem, do PT, Clécio Alves (Republicanos); Delegado Eduardo Prado e Major Araújo, do PL assim como Gustavo Sebba e José Machado, do PSDB. Na base governista, 16 deputados votaram à favor do aumento.

Governo Lula reduziu preço dos combustíveis e do gás
O projeto do governador Ronaldo Caiado vai na contramão do que tem sido feito pelo governo federal. Desde que assumiu o governo em 2023 o presidente Lula (PT) reduziu o preço do diesel em aproximadamente 29% em comparação com o final do governo Bolsonaro, enquanto o preço da gasolina caiu cerca de 7,3% nas refinarias ao longo de seus primeiros dois anos e meio de mandato, até meados de 2025. O gás de cozinha (GLP) teve redução de R$ 8,97 por botijão de 13 kgs (-21,3%). Lula também lançou o programa Gás do Povo para fornecer um botijão de gás gratuito a 15,5 milhões de famílias em todo o Brasil.
De acordo com pesquisa feita pela pela Veloe e pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) mostra que o gasto das famílias brasileiras para abastecer o carro com combustíveis alcançou, no terceiro trimestre de 2025, o menor peso sobre a renda em oito anos. Fipe e Veloe estabeleceram o Indicador de Poder de Compra do Monitor de Preço de Combustível, que demonstra que encher um tanque de 55 litros com gasolina comum comprometeu, em média, 5,9% da renda domiciliar nacional, desempenho que não se via desde 2017, quando o índice foi de 5,7%
Moradores do Norte e Nordeste continuam destinando uma fatia maior da renda ao abastecimento: 7,9% e 9,2%, respectivamente. No Sul, Sudeste e Centro-Oeste, o índice varia entre 5,0% e 5,1%.

Considerando os dados de novembro de 2025, o preço médio do litro do etanol correspondeu a 72,6% do valor apurado
para a gasolina comum, na média das UFs, e 72,8%, na média das capitais. Mantendo-se pouco acima do patamar de
referência de 70%, os dois indicadores têm referendado o abastecimento com a gasolina comum na maior parte do país,
especialmente em postos das regiões Nordeste e Norte. Por outro lado, a escolha pelo combustível de origem vegetal ainda
preserva uma pequena vantagem em estados como: Mato Grosso (68,4%), São Paulo (68,6%), Mato Grosso do Sul (68,8%)
e Paraná (69,8%) – onde a relação entre os preços continua levemente abaixo do patamar de referência de 70%.
Combustíveis em novembro
Em novembro, a gasolina comum registrou leve queda de 0,5% em relação a outubro, fechando o mês com preço médio de R$ 6,263 no país. Mesmo com o recuo, o combustível acumula alta de 0,8% em 2025 e de 1,4% nos últimos 12 meses.
As maiores médias foram verificadas no Norte (R$ 6,712) e no Centro-Oeste (R$ 6,363). Já os menores preços apareceram no Sudeste (R$ 6,136) e no Nordeste (R$ 6,271) — este último registrando retração de 1,1% no mês.
O etanol hidratado teve alta de 0,3% e chegou a R$ 4,374. O combustível acumula aumentos mais fortes: 5,0% no ano e 6,5% em 12 meses. As maiores médias foram novamente no Norte (R$ 5,276) e Nordeste (R$ 4,687), enquanto o Sudeste (R$ 4,256) e o Sul (R$ 4,490) apresentaram os menores valores. O Nordeste foi a única região a registrar queda expressiva no mês, de 3,1%.
Já o diesel S-10 subiu 0,2% em novembro e atingiu R$ 6,169. No acumulado de 2025, porém, ainda registra retração de 0,7%, com leve alta de 0,2% em 12 meses. O Norte (R$ 6,451) e o Centro-Oeste (R$ 6,320) lideraram as maiores médias, enquanto Sul (R$ 6,043) e Nordeste (R$ 6,071) apresentaram os menores preços. Todas as regiões tiveram alta mensal.
Etanol perde competitividade frente à gasolina
O estudo também atualiza o Indicador de Custo-Benefício Flex, que orienta motoristas sobre qual combustível é mais vantajoso para veículos bicombustíveis. Em novembro, o etanol representou 72,6% do preço da gasolina na média dos estados, acima da referência de 70% que define vantagem econômica do etanol. Nas capitais, a relação ficou em 72,8%.
Com isso, a gasolina segue sendo a opção mais vantajosa na maior parte do país, especialmente no Norte e Nordeste. Ainda assim, o etanol permanece competitivo em alguns estados, como:
- Mato Grosso: 68,4%
- São Paulo: 68,6%
- Mato Grosso do Sul: 68,8%
- Paraná: 69,8%
O cenário reforça que, embora o poder de compra esteja em recuperação, o impacto dos preços de combustíveis ainda varia significativamente de acordo com a região e o tipo de combustível.
Com informações do TVT News e Agência Assembleia de Notícias