Bolsonarismo errou feio com fake news e falta de solidariedade ao Rio Grande do Sul e seus candidatos serão derrotados nas eleições

Bolsonarismo errou feio com fake news e falta de solidariedade ao Rio Grande do Sul e seus candidatos serão derrotados nas eleições

Marcus Vinícius de Faria Felipe

 

Somente os desumanos, os psicopatas e os sem caráter, tiram proveito da dor alheia. Digo isto porque não vejo de outra maneira as pessoas que, ao invés de prestar solidariedade às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, fazem o contrário, ou seja, criam obstáculos ao trabalho de quem quer salvar vidas e mitigar o sofrimento do povo.

Eu sei o que é uma enchente. Vivi uma na minha infância em Ceres, em 1980, quando as águas do Rio das Almas avançaram sobre casas, pontes, roças, levando pessoas, gado, plantações, causando dor e desalento em quem perdeu parentes e bens materiais no município, e na vizinha e querida Rialma.

 

Governador Ary Ribeiro Valadão teve que enfrentar a grande enchente em Goiás e no Tocantins em 1980

Naquele tempo, ainda no regime militar, governava Goiás Ary Ribeiro Valadão (15 de março de 1979 a 15 de março de 1983), que seria o último governador nomeado pela ditadura. Ary era de direita, apoiou o golpe de 1º de abril de 1964, mas diante da calamidade pública ele não ficou fazendo fake News, nem pondo a culpa no governo federal. Ary agiu.

O governador providenciou barcos, aviões e viaturas para resgatar pessoas e animais. A primeira-dama daquela época, Maria Valadão, mobilizou uma corrente de voluntárias e voluntários para levar alimentos, médicos e socorristas às vítimas das enchentes.

Naquele longínquo 1980 a enchente destroçou casas e fazendas em todo o Estado de Goiás, que na época ainda englobava o agora Estado do Tocantins.

Ceres e Rialma tomadas pelas águas do Rio das Almas, em março de 1980

Naquela cheia, 44 anos atrás os rios  Araguaia, Tocantins, Rio das Almas, Paranã, Paranaíba saíram de seus leitos e levaram pontes, estradas e vidas, muitas vidas.

Só quem passou por uma enchente sabe o que é viver ilhado pelas águas, não poder sair de casa, ter que regrar água e comida, e quando sai, ter que enfrentar a lama e as doenças que sobrevêm quando os rios voltam aos  leitos.

As ruas ficam cheias de uma mistura de esgoto, animais mortos, entulhos de casas, de árvores e sedimentos dos rios, que causam um fedor nauseante, e junto a tudo isso, doenças, como leptospirose, febre tifoide e outras endemias.

Nesta hora, tudo que a população quer dos governantes é amparo, acolhimento e soluções.

A época era prefeito de Ceres o médico Valter Melo (Arena), que buscou ajuda do governador Ary Valadão (Arena) para reconstruir a casa dos ribeirinhos, refazer pontes, restaurar estradas vicinais e retirar entulhos e lama da cidade.

Dito isto, causa asco a campanha odienta de fake news das falanges bolsonaristas do Sul e de outras partes do país, contra as ações do governo federal.

Uma coisa é não ter votado em Lula, não gostar dele e do PT, outra coisa é negar o óbvio: é o governo federal que tem mais recursos disposição para acudir um Estado inteiro.

Mais de 20 mil Militares do Exército, Aeronáutica e Marinha trabalham no resgate de vítimas

Os números  de pessoas e recursos postos à disposição dos gaúchos pelo governo federal são grandiosos, desde os quase 20 mil militares de todas as forças fazendo resgate ou levando alimentos, roupas, remédios e materiais de higiene para as vítimas, os R$ 51 bilhões liberados para projetos de reconstrução da infraestrutura das cidades e o congelamento por três anos do pagamento dos juros da dívida de mais de R$ 100 bilhões do Rio Grande do Sul.

Lula não faz mais que sua obrigação em mobilizar recursos para o Rio Grande do Sul, mas é preciso dizer, que na hora mais difícil do povo gaúcho, o presidente da República não saiu de férias em Camboriu (SC),  no Beto Carreiro World, e nem ficou brincando de jet ski, como fez Bolsonaro, em 2021, quando uma enchente devastadora arrasou cidades inteiras na Bahia e em Alagoas.

 

 

O bolsonarismo, nunca foi solidário.

Onde estava Bolsonaro quando faltou oxigênio para as vítimas da Covid em Manaus (AM)?

Quando foi que Bolsonaro expressou compaixão às famílias que perderam entes queridos na pandemia?

Onde estava ele quando Mariana (MG) foi arrasada pelos detritos do rompimento da barragem da Samarco/Vale do Rio Doce?

Cadê Bolsonaro, campeão de votos no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que não disse uma única palavra de alento aos seus eleitores, após mais de 15 dias de enchente e tragédias no Sul do País?

Os bolsonaristas gostam de vangloriar-se como cristãos e homens de bem, mas não se encontra a misericórdia e o amor de Cristo nas suas ações. A única coisa que sai de suas bocas é o discurso de ódio. Sobre isto, o evangelho de Mateus (12:34), dá uma pista:

“A boca fala do que o coração está cheio”.

Os bolsonaristas são especialistas em teorias de conspiração e de espalhar mentiras e desinformação, e mais uma vez recorro ao evangelho de Mateus 7:15, para explicar o comportamento deles:

“Acautelai-vos quanto aos falsos profetas. Eles se aproximam de vós disfarçados de ovelhas, mas no seu íntimo são como lobos devoradores.

Pelos seus frutos os conhecereis. É possível alguém colher uvas de um espinheiro ou figos das ervas daninhas? Assim sendo, toda árvore boa produz bons frutos, mas a árvore ruim dá frutos ruins”.

Mudança climática é real e se manifesta em seca nos rios da Amazônia e enchentes devastadoras no Sul

A árvore ruim do bolsonarismo vai começar a secar após as do águas Guaíba baixarem

A seita criada pelo astrólogo Olavo de Carvalho e pelo ex-capitão Jair Bolsonaro vai ser enterrada na lama fétida das enchentes.

Os bolsonaristas vão desaparecer da política porque são desumanos.

Os candidatos bolsonaristas serão derrotados nas urnas pelo seu negacionismo e falta de propostas concretas para enfrentar as mudanças climáticas.

Quem vai reeleger o prefeito bolsonarista, Sebastião Mello (MDB) após ele incompetentemente negligenciar o sistema de diques e bombas que poderiam evitar o alagamento de toda Porto Alegre?

Para vergonha de todos os goianos, Mello nasceu em Piracanjuba.

 

Negacionismo prejudica o agro e penaliza a população

Enchente invade loja do “Veio da Havan”, construída à beira do rio

 

E o que dizer do governador negacionista, Eduardo Leite (PSDB), que cortou 480 artigos da Legislação Ambiental, e acabou com as matas ciliares, remanssos e banhados que continham a força das águas do Guaíba e do Taquari?

Os irmãos do Sul, que migraram para o Centro-Oeste e para o Norte do Brasil e dizimaram o Cerrado, puseram fogo na mata Amazônica e no Pantanal terão que rever seus conceitos.

Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Roraima, Rondônia, Tocantins e Amazonas nunca tiveram tantos períodos de seca de calor extremo.

O estados do Sul agora têm tufão, furacão e chuvas torrenciais.

Gente é a TERCEIRA enchente seguida no Sul!!

Os rios da Amazônia estão SECANDO todos os anos?!

As lavouras estão sendo prejudicadas do Oiapoqui ao Chuí!

O negacionismo e o “passa a boiada” da bancada ruralista está matando o agro e acabando com as cidades.

Este discurso não é mais possível.

Há consequências e custos para todos, inclusive para o ícone do bolsonarismo, o “Veio da Havan”, que fez lobby para desregulamentar a lei ambiental e construiu na beira dos rios. A natureza foi implacável e suas lojas estão todas debaixo d´água.